domingo, 4 de setembro de 2011

Bolsonaro - Livros na fogueira


Recordam-se de uma matéria sobre um político brasileiro que desconhece as estatísticas do vírus HIV e que queria separar as doações de sangue feitas por homossexuais e heterossexuais?


Esse mesmo. Bolsonaro está de volta.

Desta vez porque existirá uma conferência para discussão de políticas de promoção para inclusão e igualdade na sociedade da comunidade LGBT.
Num dos tópicos discutidos nesta conferência será a forma como as crianças na escola vão tomar conhecimentos dos vários tipos de famílias existentes. Isto é, uma mãe e um pai, 2 pais e 2 mães.

Como é que o Jair Bolsonaro vai resolver a situação?
Uma de duas formas. Pela via do senado usando os seus aliados ideológicos para travar as medidas que possam sair da conferência ou, segundo noticiado pelo site band.com.br, incitando as crianças a queimar livros num fogueira.

Queimar livros numa fogueira? Isso faz-me lembrar alguma coisa.

Queima de livros pelo regime nazi

Representação da fogueira da Inquisição

Protestos em Londres

Sejam quais forem as razões, jamais se deve incentivar, para mostrar o seu poder ou opinião, o uso do fogo.
Não vamos esquecer que o Bolsonaro estava a referir-se a manuais que vão ser entregues a crianças e seriam estas a queimar os livros.
Espero, honestamente, que isto seja algum mal-entendido pelos jornalistas do site band.com.br porque caso contrário estamos a lidar com algo muito sério.
Não se pode fomentar ódio seja por qual grupo for, apenas porque somos contrários às suas ideias. Podemos discordar ao longo nossa vida sobre muitas opiniões e podemos ter acesas paixões sobre o que defendemos mas nunca, mas mesmo nunca devemos criar o ódio ou representá-lo simbolicamente.
Os 3 exemplos acima mostram o que aconteceu quando os interesses, as ideias e as paixões se extravasaram e se perdeu o controlo sobre as coisas.

Caro Jair Bolsonaro, a família é quem nos ama. São as pessoas que estão sempre lá para nos amar, apoiar, criar, ajudar e educar.
Muitas famílias não seguem o seu padrão mãe, pai, filha e filho. 
Muitas delas são mono parentais, que são famílias constituídas apenas por um elemento adulto, como uma mãe ou pai divorciado/solteiro/viúvo.
Os homossexuais não são estéreis e a sua vida poderá ter conduzido a que concebesse um filho e esse filho viva numa casa onde existe 2 pais ou 2 mães.
Mentir, seria dizer às crianças que isto não existe. 
Ninguém quer incentivar a homossexualidade mas dizer que ela existe e que as famílias podem assumir muitas formas e em todas elas existe muito amor e respeito.

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