quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Teste da máquina da verdade revela prostituição


O cantor Carlos Costa foi à máquina da verdade

Em Portugal, um canal de televisão lançou um programa chamado "A Quinta" que é uma versão do popular reality-show "A Fazenda" exibido no Brasil.

Os participantes, uns famosos e outros anónimos têm, quando entram para este género de programas, uma espécie de expiação pública dos pecados, das dores e dos escândalos em revistas de índole duvidosa que não têm qualquer pudor em expor a vida privada.

Uma das vítima foi Carlos Costa e sobre ele escreveram que ele se tinha prostituído para sustentar a sua vida de luxo. Carlos sentido-se atacado na sua imagem e honra decidiu participar noutro programa de televisão para repor a verdade dos factos mas a coisa não correu tão bem.

Carlos Costa se prostituiu?

Neste outro programa de televisão, um especialista usa um polígrafo, que é conhecido como máquina da verdade para saber se alguém roubou uma galinha, traiu a mulher ou andou a espalhar boatos. Desta vez a máquina foi usada para saber se Carlos tinha alguma vez se prostituído.

A máquina desmentiu Carlos. Escusado será dizer que o momento foi bastante embaraçoso.


Carlos Costa mente na máquina da verdade por acontecemcoisas

Mas terá Carlos Costa arriscado tanto para ser desmascarado em directo? Terá ele dito a verdade? Porque razão ele se submeteria a um teste para ser apanhado a mentir?

Como funciona a máquina da verdade
O polígrafo é uma máquina que usa vários sensores para fazer medições, estas medições são de respostas fisiológicas quando são colocadas as perguntas e depois é feita uma comparação para determinar e separar a verdade da mentira.


Como qualquer outra máquina há dois factores que podem ser tidos em conta para ocorra uma falha, uma delas a máquina não estar a funcionar correctamente e a segunda existir um erro por parte do examinador.

Há que ter em conta ainda que esta máquina regista respostas fisiológicas como a respiração, transpiração e batimento cardíaco. Respostas emocionais distintas podem causar alterações nos padrões normais. Por exemplo, se alguém se recordar da maior dor que alguma vez sentiu, essa pessoa altera inconscientemente a condutividade da pele.

É fácil perceber se alguém for confrontado com um assunto que lhe causa algum desconforto essa pessoa irá reagir de forma distinta. Tal não significa que seja mentira.

Um outro elemento importante é que as máquinas da verdade não são máquina exactas e por isso não há a banalização deste método em tribunais. Seria muito mais fácil pegar num suspeito, coloca-lo na máquina e saber se ele era inocente ou culpado. Evitar-se-ia a convocação de testemunhas e desapareceria a necessidade de recolher evidências e provas contra alguém.

Este instrumento não deixa de ter a sua graça e alguma validade mas não substitui de forma alguma os tribunais nem se pode dizer que é melhor forma de encontrar a verdade. 

Como se costuma dizer em Portugal, este bloco no programa serve apenas para "dar canal" (segurar / aumentar as audiências) e Carlos outrora vítima das revistas arriscou-se muito ao se submeter na máquina criando para sempre uma dúvida na opinião pública.

Você acha que Carlos mentiu e pensou que poderia enganar a máquina ou disse a verdade e foi vítima de um erro?

Comente abaixo.



Sem comentários:

Enviar um comentário