sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O atestado de virgindade

A expressão perder os 3 vinténs é usada quando se refere a uma jovem que acaba de perder a virgindade mas poucos conhecem a razão de se chamar assim.


Até 25 de Abril de 1974, altura em que terminou a ditadura em Portugal, o noivo ou a sua família podia pedir ao presidente de junta (ao perfeito da cidade) que se passasse um atestado de bom comportamento provando assim a índole da moça.

Se houvesse dúvidas sobre a pureza da moça podia então se pedir um atestado de virgindade que consistia em colocar sobre o hímen da jovem a moeda de três vinténs. Se a moeda entrasse então ela já não era virgem. O pagamento que era feito à parteira que fazia o teste também era de três vinténs.

Às vezes os atestados continham coisas como:
"Eu Maria da Conceição Parteira Diplomada no concelho de Almada, declaro por minha onrra ao serviço do meu trabalho que Maria Das Dores está séria e onrrada têm uns defeitos na coisa mas iso não quer dizer nada são defeitos feitos pelo trabalho"
Em Portugal, algumas mães davam a moeda às suas filhas que penduravam ao pescoço como símbolo daquilo que deveriam guardar e só mostrar na noite de casamento.

"Eu, Bárbara Emília, parteira que sou de Coira, atesto e certifico pula minha honra, que Maria de Jesus tem as partes fodengas tal e qual como nasceu, exepto umas pequenas nódoas negras junto dos montes da crica, que a não serem de nascença, serão provenientes de marradas de pissa."




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