sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Descubra a amusia

O que tem em comum, o 18º presidente dos Estados Unidos com Che Guevara? Ambos não apreciavam música. Alguém que não gosta de música ou é incapaz de distinguir trechos musicas pode parecer desinteressante, mas só à primeira vista.



Amusia é uma condição peculiar que leva a que pessoas não reconheçam diferenças de tons e tenham a incapacidade no processamento musical. Para elas música não soa da mesma forma que para os outros.

Crianças mesmo antes de um ano de idade já conseguem percepcionar a música com grande detalhe de forma em muito similar aos dos adultos, parece que os seres humanos têm a capacidade inata de processar a música.

Amusia e a música
A amusia afecta a capcidade musical

A música parece ter um efeito gigantesco nas nossas vidas, apreciamos ouvi-la, ela influencia as nossas emoções e até as nossas decisões. Pessoas com amusia não tem a mesma capacidade que os restantes.

Esta condição pode ser resultante de uma condição congénita ou adquirida e não afeta outras funções cognitivas como o discurso ou percepção espacial, por exemplo.

A amusia foi identificada em dois períodos distintos, em 1825, quando F. Gall identificou um “órgão musical” numa região do cérebro que pode ser danificado em caso de doença ou acidente e 40 anos depois, Jean-Baptiste Bouillaud descreveu uma série de casos que envolveram a perda de capacidades músicas.

Se quer fazer um teste para ver se sofre de amusia visite este site » http://www.psy.mq.edu.au/me2/index.php/tests/



Descubra a amusia por acontecemcoisas




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Prosopagnosia - A cegueira para rostos

Uma estranha condição atinge cerca de 2% da população, com um nome complicado. Prosopagnosia é a incapacidade de reconhecer rostos.

Cegueira para rostos


Pode parecer algo banal, a incapacidade de ver um rosto e não reconhecer de onde ele é. Certamente já aconteceu consigo. Encontrar um velho amigo e não o reconhecer, porém, a sua falha de memória não é nada comparado com a prosopagnosia.

Imagine que está num bar, se olha no espelho e não sabe que a imagem reflectida é a sua. Olhar para a sua mãe e não saber que é ela. A vida de Evie Prichard é assim.

Evie tem este problema desde nascença e a certa altura da sua vida, quando tinha 19 anos, ela passou por um constrangimento hilariante, numa festa aproximou-se de uma pessoa que pensava ser um amigo do seu ex- namorado mas na realidade era o seu próprio ex. Talvez este insólito tenha sido uma facada no ego inflado do seu antigo namorado.

 Evie Prichard sofre de cegueira para rostos

A prosopagnosia resulta de uma condição congénita, a pessoa nasce com este problema, ou então pode ser resultado de uma lesão no cérebro. Actualmente não existe tratamento nem treinamento que possam minorar os seus efeitos

As pessoas que têm este problema referem que ele é como um sonho, na altura é vivenciado intensamente mas depois se desvanece e a pessoa acaba por esquecer. Usam então outras formas de identificar as pessoas como os maneirismos, postura, corte de cabelo, perfume, tom de voz ou roupa por exemplo.

Este é um transtorno que originar a situações perigosas, beijar um desconhecido, ser assaltado e não reconhecer o ladrão, alguém se fazer passar por parentes.

Para Evie, o problema se manterá  mas isso não a impede de ter uma vida relativamente normal. Apesar desta incapacidade ela mantém o optimismo e espera ajudar outros com a mesma condição a enfrentar as adversidades.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Ben Underwood - O rapaz com super poderes

Quando pensamos em perder algum dos nossos sentidos, a maior parte das pessoas considera a perda da visão, o mais terrível. Assim acontecem com Ben Underwood, porém algo incrível aconteceu.

ben underwood pode ser considerado o daredevil da vida real

Os cinco sentidos, tacto, olfacto, paladar, audição e visão, não são os únicos que existem na Natureza e o mais incrível é que humanos podem desenvolver novos sentidos que antes desconheciam.

Aos 3 anos, Ben perdeu os olhos devido a um cancro chamado retinoblastoma, porém ele conseguiu desenvolver um sentido incrível de eco-localização.

Através de estalidos com a boca Ben aprendeu a localizar os objectos próximos de si e fazer coisas incríveis que pensamos ser apenas possíveis para quem vê.

Aprendeu a movimentar-se no mundo ouvindo o eco
Ben aprendeu a ver o mundo de uma forma completamente diferente

A sua habilidade incrível levou a que ele fosse reconhecimento mundialmente. Ao lado da sua mãe participou em diversos programas de televisão e levou uma vida “normal” de um jovem da sua idade. Praticou karaté,dança, bicicleta, basquetebol e até jogou em consolas memorizando cenários e os sons.

Infelizmente, a vida intensa de Ben durou pouco. Aos 16 anos Ben morreu com o mesmo tipo de cancro que aos 3 anos lhe roubou a visão. A sua vida continua a servir de inspiração para milhares de pessoas que atravessam dificuldades e que desistir nunca será solução.